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Como calcular o preço do estacionamento e montar a tabela

Para calcular o preço do estacionamento, cruze três referências: quanto cobram os vizinhos, quanto cada vaga precisa render para pagar os custos e quanto tempo o seu cliente costuma ficar. Com elas você escolhe o modelo (por hora, por fração, primeira hora mais adicional ou faixas) e fecha a tabela com tolerância, diária máxima e mensalidade.

Por Equipe Easy Way · Atualizado em

Os modelos de cobrança mais usados

Quase toda tabela de estacionamento rotativo é uma variação destes quatro modelos. Dá para combinar mais de um, como faixas nas primeiras horas e diária máxima no fim.

ModeloComo funcionaQuando faz sentido
Por horaCada hora começada é cobrada inteira.Comunicação simples e estadias longas.
Por fraçãoCada bloco de minutos começado é cobrado, como a cada 15 ou 30 minutos.Muitas estadias curtas e cliente sensível a preço.
1ª hora + adicionalValor fechado na primeira hora; depois, cada fração começada.Quando a primeira hora concentra a maioria das estadias.
FaixasUm valor para cada faixa de tempo: até 1 h, até 2 h, até 3 h.Quando você quer uma placa com poucos preços, fácil de ler.

Passo 1: pesquise o preço na vizinhança

Visite os estacionamentos num raio de algumas quadras, em dias e horários diferentes, e anote a tabela de cada um. Isso mostra a faixa de preço que o cliente da região já aceita. Cobrar bem acima dela exige um diferencial claro, como cobertura, segurança ou saída sem fila.

  • Valor da primeira hora e do adicional.
  • Tamanho da fração, se houver.
  • Tolerância e diária máxima.
  • Mensalidade e preço para moto.
  • Horário de funcionamento e se o pátio estava cheio.

Passo 2: calcule quanto cada vaga precisa render

Some os custos do mês (aluguel, salários e encargos, impostos, seguro, energia, sistema e manutenção) e divida pelo número de vagas. Depois, divida pelas horas em que cada vaga fica ocupada no mês. O resultado é o mínimo que cada hora ocupada precisa render só para empatar.

Exemplo ilustrativo. Use os seus custos e a sua ocupação.
EtapaContaResultado
Custo por vaga no mêsR$ 18.000 ÷ 30 vagasR$ 600
Horas ocupadas por vaga no mês26 dias × 12 h × 60% de ocupação187,2 h
Custo por hora ocupadaR$ 600 ÷ 187,2 hcerca de R$ 3,21

Passo 3: simule as permanências mais comuns

No exemplo do passo 2, uma tabela que rende em média menos de R$ 3,21 por hora ocupada não paga a operação. O preço final fica entre esse piso e o que a vizinhança cobra. Para escolher o modelo, calcule quanto cada tabela candidata cobra nas permanências que mais acontecem no seu pátio.

Repare nos saltos: na cobrança por hora, 1h05 custa o dobro de 1h, e é nesses minutos que nascem as reclamações no caixa. A fração suaviza os saltos; a primeira hora mais cara garante receita nas estadias curtas.

Exemplos ilustrativos de tabela, sem tolerância e sem diária máxima.
PermanênciaR$ 8 por horaR$ 2,50 a cada 30 minR$ 10 a 1ª hora + R$ 2 a cada 15 min
25 minR$ 8,00R$ 2,50R$ 10,00
1h05R$ 16,00R$ 7,50R$ 12,00
2h20R$ 24,00R$ 12,50R$ 22,00
4h50R$ 40,00R$ 25,00R$ 42,00

Tolerância e diária máxima

Tolerância é o tempo grátis contado a partir da entrada, como 10 ou 15 minutos, para quem errou a entrada ou só deixou alguém. Passou da tolerância, a cobrança costuma contar desde a entrada, como se ela não existisse. Deixe essa regra escrita na placa.

Diária máxima é o teto cobrado em cada período de 24 horas. Ela evita que uma tabela pensada para estadias curtas chegue a valores que ninguém aceita pagar em 10 ou 12 horas. No exemplo acima, com diária máxima de R$ 35, a estadia de 4h50 na terceira tabela sairia por R$ 35, e não R$ 42.

Quanto cobrar do mensalista

A mensalidade troca receita variável por receita garantida, mas ocupa a vaga o mês inteiro. Use duas referências: o piso é o custo mensal da vaga (R$ 600 no exemplo do passo 2); o teto é o que a mesma vaga renderia no rotativo com a sua ocupação.

Se o pátio lota no horário comercial, a vaga rotativa vale mais e a mensalidade deve ficar perto do teto. Se sobra vaga boa parte do dia, um valor mais perto do piso ainda traz dinheiro que não entraria.

Regras locais e transparência no preço

O Código de Defesa do Consumidor garante ao cliente informação clara sobre o preço do serviço, e a Lei 10.962/2004 admite que os preços de serviços sejam informados numa relação escrita, clara e acessível. Na prática, a tabela completa, com tolerância, fração e diária máxima, deve estar visível antes da entrada.

A Lei 13.455/2017 autoriza preços diferentes conforme o meio de pagamento, e descontos dados por meio de pagamento precisam ser informados em local visível. Alguns estados e municípios também têm leis próprias sobre estacionamentos, por exemplo sobre fração, tolerância ou perda do comprovante. Confira a legislação da sua cidade e as orientações do Procon do seu estado antes de imprimir a placa.

Este guia é informativo e não substitui orientação jurídica.

Como aplicar a tabela no dia a dia

Na Easy Way você cadastra o preço por hora ou uma tabela por faixas ou blocos, como R$ 2,50 a cada 30 minutos começados. Uma primeira faixa de R$ 0 funciona como tolerância, a diária máxima vira um teto que recomeça a cada 24 horas e a moto pode ter tabela própria. O valor de cada saída é calculado pelo sistema, sem conta manual.

Se quiser repassar ao cliente a taxa do pagamento online, o percentual de PIX e de cartão é configurável; no caixa vale o preço da tabela.

Perguntas frequentes

Quanto cobrar por hora de estacionamento?

Não existe um valor certo para todo lugar. Parta da faixa cobrada pelos vizinhos, confira se ela cobre o custo por hora ocupada do seu pátio e ajuste conforme a ocupação. A calculadora de preço mostra o efeito de cada valor.

É melhor cobrar por hora ou por fração?

A fração costuma parecer mais justa para quem fica pouco e reduz discussão no caixa. A hora cheia é mais simples de comunicar. Simule as permanências mais comuns do seu pátio nos dois modelos antes de decidir.

Posso cobrar preço diferente no PIX e no cartão?

A Lei 13.455/2017 autoriza preços diferentes conforme o meio de pagamento. Informe a diferença de forma visível e confira se há regra local específica.

Sou obrigado a dar tolerância?

Depende do lugar. Alguns estados e municípios têm leis sobre tolerância e fração em estacionamentos. Consulte a legislação local e o Procon do seu estado.

Fontes

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